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Filhos, para que vos quero!
(Frase ouvida em qualquer lado, e a que não se deu a devida atenção)
Mas que filhos são estes?
Filhos, para que vos quero!
(volta para se instalar no pensamento, a ecoar como um refrão orelhudo)
Estes são os filhos que temos?
Ou os filhos que todos somos?
Filhos, para que vos quero!
(Pressuposto de alguma finalidade. Não tanto o porquê, mas para quê)
E para que os queremos?
Para que nos querem?
Filhos em quem se investe?
Dos quais se espera algum retorno?
Filhos, para que vos queremos!
(Desabafo bem humorado ou lamento dorido)
Cansaço em pequenas e grandes inquietações?
Filhos esquecidos de o ser?
Filhos, para que vos quero!
(Expressão deturpada, que lembra o equivalente “Fugir a sete pés”)
Os filhos que escolhemos não ter?
Os que não conseguimos evitar querer?
Filhos, para que vos quero!
Filhos, para que vos quero?
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